quinta-feira, 19 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Falando Mal Pelas Costas.
Para escrever esse post, pensei e repensei.
Pensei muito sobre o que eu iria falar, com que palavras eu iria dizer tudo o que eu pretendia passar com esse texto.
Pois bem.
A conclusão que eu cheguei foi algo totalmente primata: escrever absolutamente tudo que me vier na cabeça e mostrar a minha indignação com o momento que estamos vivendo ou que talvez sempre vivemos no mercado publicitário.
Premiação no dias de hoje tá uma banalização. O que era para ser motivacional para os profissionais de propaganda mostrarem seu potencial para o mercado e tirar uma prova real das suas criações, ver o que realmente é bom, virou uma piada.
Nesse momento, resultado de cliente é uma coisa que não importa mais. A peça ir para rua não importa, a sua idéia ser realmente boa para as pessoas não importa. Bom mesmo é o Diretor de Criação metido a cara bonzão aprovar e ir pra festival. Isso alimenta o ego, isso faz você ser o cara mais legal do mundo e viver todo o glamour da publicidade. Buscar prêmio no palco, bagunçar e o cabelo antes de subir e pega-lo, fazer questão de dizer que virou noites na agência criando aquilo para apenas ganhar um prêmio!Um prêmio!
Rá! Mas não é um simples prêmio. É quase um troféu para idiota do ano, mas é um prêmio, e publicitários adoram isso. Por que cá entre nós, o cara que deixa de ver a família, perdeu o aniversário da namorada e não saiu para conversar com os amigos no final de semana para ficar na frente de um Mac criando para festival só pode ser um idiota.
A inspiração ta na rua, resolver um problema verdadeiro de um cliente e aumentar as vendas dele é algo realmente muito mais motivacionador do que isso.
Hoje em dia publicitário não quer vender, quer ganhar prêmio. É como um Mutley, só que da comunicação.
Aquele NERD nem tão criativo que nos tempos de colégio era o gurizinho espinhento que nunca pegou ninguém e precisa se auto-afirmar com prêmios e reconhecimento 24 horas por dia para se sentir de bem com a vida e com seu trabalho estão as pencas no mercado.
Ficar lendo livros que ninguém conhece, ser um artista plástico disfarçado de diretor de arte e um poeta virado em redator é assinar o próprio atestado de óbito. Publicitário que cai na erudição logo logo cai na sarjeta, e como o mercadinho não da para se queimar,não esqueça, não faça isso!
Você vai depender deles para o resto da sua vida, vai comer da mão deles, achar que ele são deuses e ficar o dia inteiro fazendo layoutzinho dentro de uma sala e achando que sua vida se resume a festivais e isso torna você um profissinal fraco, medíocre.
E para esses caras, só me resta das os parabéns, pois são grandes homens!
Todos do mercado viram o trabalho deles! Do mercado, prestem atenção!heheh
Principalmente para você! Você que fez historinha no mercado, mostrou a pastinha e puxou o saco de todo mundo para conseguir o empreguinho de assistente de um cara que tem um anúncio na Archive e nunca veiculou em nenhuma outra revista, a não ser essa totalmente segmentada para o meio.
Para você que acha que bom mesmo é andar pela Padre Chagas de cabeça erguida para o alto dos prédios, sem medo de ficar com torcicolo. Ou você que anda com pessoas legais, todos eles são premiados e tem uma camiseta diferente, um penteado pós-moderno e conseguem pular de agência em agência por serem puxa sacos e não terem um pingo de caráter. O caráter é uma coisa que difere um homem de um saco de lixo e é triste dizer que o mercado de publicidade anda um lixume.
O que eu espero com esse texto?
Que esse manifesto que eu escrevi aqui seja visto por pelo menos um deles, e que um dia esse mercado viciado se torne algo que todos falem bem, e pelas costas.
Pensei muito sobre o que eu iria falar, com que palavras eu iria dizer tudo o que eu pretendia passar com esse texto.
Pois bem.
A conclusão que eu cheguei foi algo totalmente primata: escrever absolutamente tudo que me vier na cabeça e mostrar a minha indignação com o momento que estamos vivendo ou que talvez sempre vivemos no mercado publicitário.
Premiação no dias de hoje tá uma banalização. O que era para ser motivacional para os profissionais de propaganda mostrarem seu potencial para o mercado e tirar uma prova real das suas criações, ver o que realmente é bom, virou uma piada.
Nesse momento, resultado de cliente é uma coisa que não importa mais. A peça ir para rua não importa, a sua idéia ser realmente boa para as pessoas não importa. Bom mesmo é o Diretor de Criação metido a cara bonzão aprovar e ir pra festival. Isso alimenta o ego, isso faz você ser o cara mais legal do mundo e viver todo o glamour da publicidade. Buscar prêmio no palco, bagunçar e o cabelo antes de subir e pega-lo, fazer questão de dizer que virou noites na agência criando aquilo para apenas ganhar um prêmio!Um prêmio!
Rá! Mas não é um simples prêmio. É quase um troféu para idiota do ano, mas é um prêmio, e publicitários adoram isso. Por que cá entre nós, o cara que deixa de ver a família, perdeu o aniversário da namorada e não saiu para conversar com os amigos no final de semana para ficar na frente de um Mac criando para festival só pode ser um idiota.
A inspiração ta na rua, resolver um problema verdadeiro de um cliente e aumentar as vendas dele é algo realmente muito mais motivacionador do que isso.
Hoje em dia publicitário não quer vender, quer ganhar prêmio. É como um Mutley, só que da comunicação.
Aquele NERD nem tão criativo que nos tempos de colégio era o gurizinho espinhento que nunca pegou ninguém e precisa se auto-afirmar com prêmios e reconhecimento 24 horas por dia para se sentir de bem com a vida e com seu trabalho estão as pencas no mercado.
Ficar lendo livros que ninguém conhece, ser um artista plástico disfarçado de diretor de arte e um poeta virado em redator é assinar o próprio atestado de óbito. Publicitário que cai na erudição logo logo cai na sarjeta, e como o mercadinho não da para se queimar,não esqueça, não faça isso!
Você vai depender deles para o resto da sua vida, vai comer da mão deles, achar que ele são deuses e ficar o dia inteiro fazendo layoutzinho dentro de uma sala e achando que sua vida se resume a festivais e isso torna você um profissinal fraco, medíocre.
E para esses caras, só me resta das os parabéns, pois são grandes homens!
Todos do mercado viram o trabalho deles! Do mercado, prestem atenção!heheh
Principalmente para você! Você que fez historinha no mercado, mostrou a pastinha e puxou o saco de todo mundo para conseguir o empreguinho de assistente de um cara que tem um anúncio na Archive e nunca veiculou em nenhuma outra revista, a não ser essa totalmente segmentada para o meio.
Para você que acha que bom mesmo é andar pela Padre Chagas de cabeça erguida para o alto dos prédios, sem medo de ficar com torcicolo. Ou você que anda com pessoas legais, todos eles são premiados e tem uma camiseta diferente, um penteado pós-moderno e conseguem pular de agência em agência por serem puxa sacos e não terem um pingo de caráter. O caráter é uma coisa que difere um homem de um saco de lixo e é triste dizer que o mercado de publicidade anda um lixume.
O que eu espero com esse texto?
Que esse manifesto que eu escrevi aqui seja visto por pelo menos um deles, e que um dia esse mercado viciado se torne algo que todos falem bem, e pelas costas.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Medo e Delírio em Vivendo das Próprias Loucuras

Livro e filme são 2 inimigos na maioria das vezes.
Ou o livro é muito bom e o filme estragou, ou o livro era bom mas o filme ficou bem melhor (esse segundo é muito dificil de acontecer).
Até hoje o único livro que nunca vi ninguém falar mal do filme é o Laranja Mecânica. Quem gosta do livro gosta do filme e vice-versa.
Há uma semana atrás terminei de ler o om livro Medo e Delírio em Las Vegas do Hunter Thompson, e com aquela meia ansiedade olhei o filme também.
É um filme bom, mas que como de costume, não venceu o livro.
O bom de ler o livro é que soltamos a nossa imaginação, construímos os personagens da maneira como pensamos e damos aquela direção de arte do pensamento, ao contrário do filme que não nos da ensina a pescar, acaba dando o peixe de cara.
A história é realmente pirada! Apesar de no livro eu ter imaginado Hunter Thompson um cara mais retardado e ao mesmo tempo ciente, no filme ele é um louco, tanto ele como seu advogado Samoano.
Tudo começa com um telefonema estranho para o Sr. Dukke (Hunter Thompson) , para ir a Las Vegas cobrir a maior corrida Off-road do mundo, a Mint. Isso faz os 2 personagens largarem uma vida pacata e partir em um conversível para Las Vegas em busca do Sonho Americano.
Um porta-mala cheio de drogas e muita loucura pela frente é o que espera os personagens que na verdade fariam uma viagem de trabalho mas que vira curtição e até se meter em uma conveção contra dentorpecentes acaba entrando no roteiro.
É um filme que mostra a década das drogas, onde as pessoas viviam alucinadas o tempo inteiro e em busca de diversão mas que na realidade ainda viviam em um país conservador e caipira.
No livro é mostrado também o lado sujo de Vegas, coisa que o filme decidiu não mostrar se contendo apenas nos hotéis, cassinos e letreiros luminosos da cidade.
Algumas passagens psicodélicas dão um tempero legal para o filme mas nada melhor que ler o livro para depois assisti-lo.
Talvez minahs primeiras palavras tenham resumido todo o texto até aqui, ams como José Saramago diz: Alguns filmes acabam com a imaginação da leitura.
Você é Cool?

Nesses dias de hoje tudo mundo é "cool", nos meus tempos não era assim.
Essa é uma frase que eu poderia ouvir do meu vô, mas acho que quando virar vovô vou falar isso.
Cada dia você vê mais pessoas "cool". O padeiro da esquina é "cool", o pedreiro que faz a reforma lá em casa e usa um casaco da adidas surrado virou "cool", um cara que fuma palheiro no meio da faculdade e pensa que ta agradando com aquela fumaceira é "cool".
Mas afinal, o que é ser "cool"???
Usar o Ray Ban wayfarer herdado do pai ou da mãe?
Comprar camisetas descoladas em lojinhas diferentes ou umas velhas no brechó de sua cidade?
Ver filmes do Tarantino, e falar que curte expressionismo alemão ou assistir filmes do Kubrick?
Ouvir Los Hermanos, Strokes, Franz Ferdinand e virar Dj de casas noturnas onde toca essas músicas?
Eu realmente não sei o que é "cool", se bem que eu acho que a linha que separa o "cool" do Nerd ao quadrado é muito tênua, afinal, hoje em dia usar óculos com molduras e uma camiseta com a foto do Bill Gates quando ele foi preso se torna "cool", se isso estivesse acontecido a uns 5 anos atrás esse cara era visto como um nerd qualquer que estava cursando sua faculdade de Sistema de Informação e procurando fotos de mulher pelada na internet.
Antes seguir moda era ficar antenado no SPFW, comprar roupas de luxo e ir em festas caras.
Hoje a moda é usar roupas velhas.Você paga o preço de uma camiseta nova em uma surrada, sai na rua como um mendigo e isso é muito "cool", yeahhh, sou legal, quero ser diferente.
Ahhh então quer ser diferente?
Acho que se você fosse dirigindo um trator para as festas ia ser "cool".
Ninguém ainda fez isso e já que a moda é não seguir mais as tendências do ano valeria a pena. Você esta tendo estilo próprio, e se for com um pedaço de graveto na boca, melhor ainda. Um dia ainda vai ser "cool" assistir os filmes do Jim Varney e ter uma camiseta com a foto do Ernest.
Eu gosto de Ernest e isso não é "cool", mas quando for farei parte dessa tribo!
Nossa que máximo!
Afinal ser "cool" é ser moderno, ser retrô, ou ter seu estilo próprio???
É, depois de tanto "cool" nesse texto, cansei.
Será que um dia eles vão cansar também?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Neste verão, venha torrar em Forno Alegre!

Ahhh o verão.
Você já deve ter ouvido essa expressão da boca de muitos malandros ou qualquer um que tenha uma paixão por o calor. Tanto o calor nessa época do ano como o calor humano, que faz as pessoas se perderem na noite enquanto na realidade estão se achando.
Bom, to aqui pra falar do verão em Porto Alegre. Isso aí mesmo. Nada de praia.
Porto alegre no verão é uma verdadeira loucura e quem não sabe curtir, ta perdendo.
Tudo começa logo pela manhã quando a gente acorda com o travesseiro um pouco babado e um calor que você sente só de se espreguiçar. Ouvir aqueles belos barulhos da civilização e carros passando naquele asfalto que ferve os olhos só de olhar fazem parte deste incrível prazer de estar na capital gaúcha nas férias. Ah, e tem dono da fruteira gritando, mendigo desbocado chingando os outros, onibus lotado e tiozinho se aproveitando para tirar aquela casquinha. Uma marvilha!
Nada poderia ser melhor que esse clima de verão, essa paz que se pode ter em uma capital como Porto Alegre.
Outra coisa é o ar-condicionado, nosso amigo de todas as horas (ou quase todas) que faz a gente sentir frio ou a temperatura amena nesses nos dias de calor e que quase nos mata com um choque térmico quando saimos na rua.
Melhor que isso, só uma água de côco na redenção ali na volta do chafariz, e claro, ao invés das gaivotas os pombos.
Neste verão, venha torrar em Porto Alegre.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Chegou a hora das listas

Todo final de ano é assim. Sempre tem os melhores escândalos de 2008, melhores filmes, melhores livros, cd's e por aí vai. Tudo vira lista no final do ano.
Mas to aqui para mostrar uma lista entre essas muitas outras que vale a pena, é uma lista visual.
Hoje quando entrei no Sedentário, tarefa básica para minha sobrevivência toda a manhã, me deparei com algo tão interessante que resolvi postar no meu blog também: A lista 2008, o ano em fotografias.
Sem produção nenhuma, essas fotos são aquele tipo de imagem onde o cara tava no lugar certo e na hora certa e conseguiu em poucos elementos fazer com que cada pessoa que vê a foto imagine toda uma história por trás da imagem, isso é algo que me cativa muito na fotografia, acho genial.
Sem mais palavras o bom mesmo é dar uma olhada, realmente vale a pena.
http://www.boston.com/bigpicture/2008/12/2008_the_year_in_photographs_p.html
sábado, 22 de novembro de 2008
Indiferente

Hoje eu me acordei diferente, ou indiferente.
Hoje eu deixei minha calça jeans de lado, coloquei uma calça de abrigo que ganhei da minha mãe justamente por ela achar um absurdo um garoto da minha idade só andar com calças jeans, inclusive nos finais de semana.
Me acordei às 9:17, e quando faço isso sempre pergunto a mim mesmo o porquê de não acordar todos dias essa hora e ir trabalhar, afinal, ter nossos olhos assustados pelo despertador acabam nos deixando diferentes nosso dia inteiro. Ou indiferentes, tanto faz.
Alguma coisa ausente me encomoda, convivo com aquele frio na barriga a maior parte da minha vida, mas o que seria a vida se tudo fosse certo, tudo ganho, sem a maldita insegurança para nos deixar com um sopro atrás da orelha?
Fui almoçar no restaurante de sempre, onde a música ambiente é um jazz e enquanto as pessoas comem não dão a mínima bola para isso. E nesse restaurante tem um cartaz onde diz "Primeiro show de outono" que ocorreu em 86 nesse mesmo bar.
Escrevendo apenas coisas que me vem na cabeça e ficam provocando sensações, me parece algo Lynchiano, e tenho certeza de que quando eu ler esse texto novamente depois de alguns dias, eu vou lembrar desses acontecimentos como um filme.
Ultimamente não tenho pensado sobre o assunto, sobre esse assunto que nem eu sei do que se trata e sobre o que eu ando sentindo, aliás, eu nunca tinha sentido isso.
Nunca tinha sentido esse vazio cheio, essa saudade que se esgota, essa vontade que passa.
Acho que é bom eu nem pensar. A vida é boa quando simplesmente passa e nela as coisas acontecem, se pensamos demais, o tempo passou e ele é a melhor solução para tudo embora as vezes eu queira para ele por apenas alguns segundos.
Li e reli o texto, achei que ele ficou diferente, ou indiferente.
Tanto faz.
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