domingo, 17 de janeiro de 2010

Lento e fácil.

Um dia te pego de jeito.

Te acho numa esquina.

Tomo minha dose diária de você.

Desço aquelas velhas escadas subindo.

Tomo um café gelado.

Te observo.

Não te venero.

Falo o fácil para conquistar teu difícil.

Lento e fácil assim vou indo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Direção de Arte tá em Tudo

Já fazia tempo que eu queria fazer uns posts no blog sobre referências visuais que estão espalhadas pela rua.

Acho que esse é o começo perfeito. Achei algo realmente interessante e que merece entrar para a estréia destes posts 'Direção de Arte tá em Tudo', onde vou mostrar o que o bom gosto de pessoas normais que nada tem haver com a nossa profissão fazem por aí e colocam em seus restaurantes, lojas e aonde mais você imaginar.



Essa foto eu tirei em São Paulo, em um restaurante do Bairro Jardins.
Uma brincadeira com tipos e cores fez essa lousa ser muito mais que um simples cardápio pendurado na parede.

Design Sustentável


Achei este material na Fenatur, uma feira de turismo em São Paulo. Muito insisti para ganhar uma dessas da dona, mas ela não curtiu muito a ideia e pelo menos deixou eu tirar umas fotos de seu humilde e interessante material.

É uma pasta feita de folha de bananeira em um processo muito parecido com o de papel reciclado, realmente uma bela sacada. O tipo da coisa que quando se ganha nunca se coloca fora, tanto por o material diferenciado como por ser realmente bonito.

Acho que cada vez mais essa fronteira que aproxima o artensanal com o design de massa é o melhor caminho a ser adotado para alguns Jobs onde seja pertinente e viável fazer esse tipo de trabalho.

Nos dias de hoje quando o papo é sustentabilidade todo mundo já tem seus ouvidos fartos desse assunto e milhares de panfletinhos de papel reciclado em casa. Mas essa pasta é muito mais que isso, é a sustentabilidadde posta em prática, fazendo ela se tornar um objeto de desejo tanto para os outros como para mim que queria ter trazido umas dessas pra casa.

sábado, 18 de julho de 2009

Bom gosto, nostalgia e final de semana em casa.

Hoje me deu vontade de ser nostálgico. Não sei se é por que estou lendo o livro de crônicas afetivas ou se é porque simplesmente me lembrei de coisas simples da minha vida que merecem ser lembradas.

A maioria das pessoas na sua infância já teve uma paixão platônica, ganhou um presente chato da tia, ou levou uns apertões nas bochechas de uma amiga da sua mãe. Como eu me acho diferente de muitos mas sou ser humano como todos , também já passei por isso. Acho que muitos desses acontecimentos fazem a gente ter matéria prima para a vida(principalmente quando se trabalha com propaganda). Minha mãe é decoradora e minha casa sempre foi muito arrumada e diferente, então mesmo sem eu perceber fui absorvendo um senso estético e aprendendo a admirar todas as pessoas que eu percebo em minha volta que tem bom gosto.

Acho que bom gosto é a coisa mais simples do mundo e que faz você admirar uma pessoa por ela gostar de Y e não de X. O bom gosto faz as pessoas serem bonitas não só por fora mas por dentro, falando coisas bonitas, escrevendo coisas interessantes e vendo de uma maneira diferente coisas que parecem simples.

Lendo esse livro de crônicas afetivas do Jabor - Amor é Prosa Sexo é Poesia - em uma das crônicas ele fala sobre uma antiga paixão, aquelas de infância, e isso me fez muito lembrar da minha.
Sempre fui um pouco deslocado da minha turma de colégio e isso me fazia ter uma admiração incrivel por aquelas garotas que não me davam a mínima bola. Todo o ser humano tem esse algo do impossivel onde tudo que parece longe de nossas mãos é melhor, mas no momento em que a gente alcança passa e voltamos a criar um novo critério para outras coisas tornando o tão desejado passado. Com a minha paixão platônica não foi assim. Ela se mudou de cidade e deixou essa doce lembrança de algo que não aconteceu, que ficou apenas na minha cabeça infantil e na dela.

Esses dois fragmentos vieram na minha mente durante o dia. Um na manhã e outro no final da tarde. Bom Domingo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Porto Alegre é um Sítio.

Uma certa vez ouvi essa afirmação de uma colega da faculdade que veio de São Paulo para morar aqui com a sua família.

No começo, achei essa afirmação absurda, e acho que soa absurda para qualquer um que veio do interior, como eu, morador de Camaquã, uma cidadezinha de 70 mil habitantes mas com cabeça de uma província de 100 moradores, como a maioria destas cidades que estão em volta da capital.

Mas eu estou aqui pra falar que essa afirmação se basta hoje para mim, e Porto Alegre realmente é um sítio.Mas um sítio onde trocamos as vacas por rebanhos de automóveis, o canto do galo pelo barulho de uma surdina, e aqueles provincianos de boa tarde/boa noite podem se encaixar em nossos vizinhos.

Imaginem que moro aqui a quase exatos 4 anos, e nesse tempo todos meus estágios foram muito perto da minha casa onde eu sempre pude me virar a pé, isso mesmo, andando pra lá e pra cá como fazia de costume na província camaquense. E agora, outra coisa para comprovar isso me aconteceu e me fez chegar agora de um belo buffet quilométrico na Osvaldo Aranha e escrever esse Post.

Enquanto eu prestava muita atenção em meu prato de comida, com nada no estômago após acordar meio dia, logo queria colocar meus movimentos peristálticos para funcionar. Até que sinto uma cutucada em meu ombro e palavras saindo de um rosto que quando eu olhei, me era muito familiar. Esse rosto veio perguntar se eu era filho da minha mãe, falar como eu tinha crescido, perguntar se eu tenho ido pra minha "terra" e saber como estava todo o pessoal da família. "Bingo!!!! Era exatamente quem eu pensava!" ela deve ter se sentido assim.

Acho que as pessoas devem ter uma tremenda satisfação quando encontram essas pessoas conhecidas e chegam para perguntar se são elas e realmente isso confere.
Eu não faço isso, sempre acho que existe alguém parecido demais com as pessoas e como é possivel um erro, prefiro adiar e morrer com aquela dúvida na cabeça. (What???Sorry... I i'm crazy.)

Depois desse acontecimento, tudo realmente comprova essa teoria do sítio, e o pior de tudo: até hoje eu não precisei nem sair do meu bairro para comprovar isso.

Ê coisa mais provínciana!

domingo, 7 de junho de 2009

Dias SIM e NÃO

Vivemos entre dias sim e dias não.
Algumas coisas dão certo e outras não.
Seguimos olhando para frente, mas com os pés no chão.
Alguém pensou que me tinha e com o tempo eu vi que não.

As vezes algumas rimas fáceis vem em nossa cabeça, como dizem que é bom anotar, ta aí.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Soluções para tirar o corpo fora



Todo mundo que trabalha não só em agências de publicidade sabe daquelas desculpas que surgem quando um trabalho é entregue meia-boca, ou então o juvenil não sabe fazer o solicitado e tem aquela leve vergonha de perguntar para um superior como se faz.
Por fim, acaba optando pelo "Ah, não dá nada"(Pelo menos uma vez você já deve ter feito isso, até eu já fiz. XD).

Mas o grande problema é quando isso vira uma grande rotina, e essa velha hitória que era para acontecer lá de vez enquando (de vez enquando mesmo) acaba se estendendo, e as velhas desculpas engolem o ser humano e cada vez mais ele fica limitado, sabendo e se interessando apenas pelo seu beabá em tempo integral de sua vida.

Aqui seguem algumas clássicas desculpas para você reconhecer esses grandes figurões, ou se for o seu caso, pratica-las de vez enquando. Algo mais ou menos como aquela história de veiculação do VT de 30" na hora do Chaves porque é o horário que toda a familia assiste, não porque tem um índice de ibope de acordo com seu público, mas isso é uma longa história que qualquer dia eu conto pra vocês, afinal, estamos aqui pra desmascarar a meia-boquice, e não para ensinar um modo trolha de cometer mais uma.



Bora lá...

Caso 1: Mas eu não sou da ÁÁÁÁRÊÊÊA!!!!

Dedo no cú e gritaria na agência. Redator que não veio na parte da manhã por ter virado a noite anterior criando uma campanha acaba gerando uma necessidade de um atendimento escrever o texto. Algo simples, nenhum trocadilho ou jogo de palavra, mais informação mesmo.
Toca o ramal do Diretor de arte e é pedido que ele apenas laiaute esse algo simples com o texto que foi mandado por email (tudo é sempre simples para o atendimento, afinal, é só colocar a logo no canto, uma foto estourada e um texto...não é isso?!), indo adiante o texto é pior que aqueles de placas com cardápio de bares no nordeste que se vê no pérolas do orkut ou em umas fotos perdidas em ppts com musiquinha de fundo que você recebe de alguém que achou a ignorância alheia muito engraçada e resolveu passar adiante. Erros drásticos de português e concordância que chegaria a doer na alma dos falecidos da academia de letras.
Com todo o seu desespero e nada da lei de murphy, você olha para a entrada e lá está o redator chegando. Cheio de saúde e pronto para encarar qualquer desafio novamente.

Ele pega o texto e dá uma lida... abre aquele sorrisinho de canto de boca quando está quase chegando no fim e rapidamente por tamanha banalidade resolve o problema, como sempre volta com algumas alterações mas quando é perguntado para o atendimento quem escreveu o absurdo anterior é dito em alta e boa voz: É que eu não sou da ÁÁÁÁRÊÊÊA!!!!

Caso 2: ...mas eu só trabalho aqui.

Da para jogar baralho com os PIT'S que se encontram em cima da mesa, e se você bobiar pode pifar o jogo e ganhar mais uns 2 PIT'S bancando o dorminhoco.
Trabalho revisado antes de liberar no mínimo umas dez vezes, aí depois de tudo aprovado é visto um erro que ninguém viu. Sim! Um erro que estava perdido pelo chão da sala de criação e decidiu pular quando viu uma grande folha A3 falando em silêncio um "É aqui que eu vô ficáá".

É vovó, e agora, quem é o culpado?
O cara que criou nunca tinha visto nada parecido antes, parece que nem sabia que a agência tinha a tal conta deste trabalho. O arte-finalista resolveu ir liberar um arquivo no banheiro e o atentimento saiu para uma reunião com o cliente em Moscow...após alguns segundos, surge mais uma pérola disparada de uma voz que até hoje não se sabe de quem foi, só se sabe que foi alguém da criação "Eu não sei de nada...eu só trabalho aqui".