sábado, 18 de julho de 2009

Bom gosto, nostalgia e final de semana em casa.

Hoje me deu vontade de ser nostálgico. Não sei se é por que estou lendo o livro de crônicas afetivas ou se é porque simplesmente me lembrei de coisas simples da minha vida que merecem ser lembradas.

A maioria das pessoas na sua infância já teve uma paixão platônica, ganhou um presente chato da tia, ou levou uns apertões nas bochechas de uma amiga da sua mãe. Como eu me acho diferente de muitos mas sou ser humano como todos , também já passei por isso. Acho que muitos desses acontecimentos fazem a gente ter matéria prima para a vida(principalmente quando se trabalha com propaganda). Minha mãe é decoradora e minha casa sempre foi muito arrumada e diferente, então mesmo sem eu perceber fui absorvendo um senso estético e aprendendo a admirar todas as pessoas que eu percebo em minha volta que tem bom gosto.

Acho que bom gosto é a coisa mais simples do mundo e que faz você admirar uma pessoa por ela gostar de Y e não de X. O bom gosto faz as pessoas serem bonitas não só por fora mas por dentro, falando coisas bonitas, escrevendo coisas interessantes e vendo de uma maneira diferente coisas que parecem simples.

Lendo esse livro de crônicas afetivas do Jabor - Amor é Prosa Sexo é Poesia - em uma das crônicas ele fala sobre uma antiga paixão, aquelas de infância, e isso me fez muito lembrar da minha.
Sempre fui um pouco deslocado da minha turma de colégio e isso me fazia ter uma admiração incrivel por aquelas garotas que não me davam a mínima bola. Todo o ser humano tem esse algo do impossivel onde tudo que parece longe de nossas mãos é melhor, mas no momento em que a gente alcança passa e voltamos a criar um novo critério para outras coisas tornando o tão desejado passado. Com a minha paixão platônica não foi assim. Ela se mudou de cidade e deixou essa doce lembrança de algo que não aconteceu, que ficou apenas na minha cabeça infantil e na dela.

Esses dois fragmentos vieram na minha mente durante o dia. Um na manhã e outro no final da tarde. Bom Domingo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Porto Alegre é um Sítio.

Uma certa vez ouvi essa afirmação de uma colega da faculdade que veio de São Paulo para morar aqui com a sua família.

No começo, achei essa afirmação absurda, e acho que soa absurda para qualquer um que veio do interior, como eu, morador de Camaquã, uma cidadezinha de 70 mil habitantes mas com cabeça de uma província de 100 moradores, como a maioria destas cidades que estão em volta da capital.

Mas eu estou aqui pra falar que essa afirmação se basta hoje para mim, e Porto Alegre realmente é um sítio.Mas um sítio onde trocamos as vacas por rebanhos de automóveis, o canto do galo pelo barulho de uma surdina, e aqueles provincianos de boa tarde/boa noite podem se encaixar em nossos vizinhos.

Imaginem que moro aqui a quase exatos 4 anos, e nesse tempo todos meus estágios foram muito perto da minha casa onde eu sempre pude me virar a pé, isso mesmo, andando pra lá e pra cá como fazia de costume na província camaquense. E agora, outra coisa para comprovar isso me aconteceu e me fez chegar agora de um belo buffet quilométrico na Osvaldo Aranha e escrever esse Post.

Enquanto eu prestava muita atenção em meu prato de comida, com nada no estômago após acordar meio dia, logo queria colocar meus movimentos peristálticos para funcionar. Até que sinto uma cutucada em meu ombro e palavras saindo de um rosto que quando eu olhei, me era muito familiar. Esse rosto veio perguntar se eu era filho da minha mãe, falar como eu tinha crescido, perguntar se eu tenho ido pra minha "terra" e saber como estava todo o pessoal da família. "Bingo!!!! Era exatamente quem eu pensava!" ela deve ter se sentido assim.

Acho que as pessoas devem ter uma tremenda satisfação quando encontram essas pessoas conhecidas e chegam para perguntar se são elas e realmente isso confere.
Eu não faço isso, sempre acho que existe alguém parecido demais com as pessoas e como é possivel um erro, prefiro adiar e morrer com aquela dúvida na cabeça. (What???Sorry... I i'm crazy.)

Depois desse acontecimento, tudo realmente comprova essa teoria do sítio, e o pior de tudo: até hoje eu não precisei nem sair do meu bairro para comprovar isso.

Ê coisa mais provínciana!

domingo, 7 de junho de 2009

Dias SIM e NÃO

Vivemos entre dias sim e dias não.
Algumas coisas dão certo e outras não.
Seguimos olhando para frente, mas com os pés no chão.
Alguém pensou que me tinha e com o tempo eu vi que não.

As vezes algumas rimas fáceis vem em nossa cabeça, como dizem que é bom anotar, ta aí.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Soluções para tirar o corpo fora



Todo mundo que trabalha não só em agências de publicidade sabe daquelas desculpas que surgem quando um trabalho é entregue meia-boca, ou então o juvenil não sabe fazer o solicitado e tem aquela leve vergonha de perguntar para um superior como se faz.
Por fim, acaba optando pelo "Ah, não dá nada"(Pelo menos uma vez você já deve ter feito isso, até eu já fiz. XD).

Mas o grande problema é quando isso vira uma grande rotina, e essa velha hitória que era para acontecer lá de vez enquando (de vez enquando mesmo) acaba se estendendo, e as velhas desculpas engolem o ser humano e cada vez mais ele fica limitado, sabendo e se interessando apenas pelo seu beabá em tempo integral de sua vida.

Aqui seguem algumas clássicas desculpas para você reconhecer esses grandes figurões, ou se for o seu caso, pratica-las de vez enquando. Algo mais ou menos como aquela história de veiculação do VT de 30" na hora do Chaves porque é o horário que toda a familia assiste, não porque tem um índice de ibope de acordo com seu público, mas isso é uma longa história que qualquer dia eu conto pra vocês, afinal, estamos aqui pra desmascarar a meia-boquice, e não para ensinar um modo trolha de cometer mais uma.



Bora lá...

Caso 1: Mas eu não sou da ÁÁÁÁRÊÊÊA!!!!

Dedo no cú e gritaria na agência. Redator que não veio na parte da manhã por ter virado a noite anterior criando uma campanha acaba gerando uma necessidade de um atendimento escrever o texto. Algo simples, nenhum trocadilho ou jogo de palavra, mais informação mesmo.
Toca o ramal do Diretor de arte e é pedido que ele apenas laiaute esse algo simples com o texto que foi mandado por email (tudo é sempre simples para o atendimento, afinal, é só colocar a logo no canto, uma foto estourada e um texto...não é isso?!), indo adiante o texto é pior que aqueles de placas com cardápio de bares no nordeste que se vê no pérolas do orkut ou em umas fotos perdidas em ppts com musiquinha de fundo que você recebe de alguém que achou a ignorância alheia muito engraçada e resolveu passar adiante. Erros drásticos de português e concordância que chegaria a doer na alma dos falecidos da academia de letras.
Com todo o seu desespero e nada da lei de murphy, você olha para a entrada e lá está o redator chegando. Cheio de saúde e pronto para encarar qualquer desafio novamente.

Ele pega o texto e dá uma lida... abre aquele sorrisinho de canto de boca quando está quase chegando no fim e rapidamente por tamanha banalidade resolve o problema, como sempre volta com algumas alterações mas quando é perguntado para o atendimento quem escreveu o absurdo anterior é dito em alta e boa voz: É que eu não sou da ÁÁÁÁRÊÊÊA!!!!

Caso 2: ...mas eu só trabalho aqui.

Da para jogar baralho com os PIT'S que se encontram em cima da mesa, e se você bobiar pode pifar o jogo e ganhar mais uns 2 PIT'S bancando o dorminhoco.
Trabalho revisado antes de liberar no mínimo umas dez vezes, aí depois de tudo aprovado é visto um erro que ninguém viu. Sim! Um erro que estava perdido pelo chão da sala de criação e decidiu pular quando viu uma grande folha A3 falando em silêncio um "É aqui que eu vô ficáá".

É vovó, e agora, quem é o culpado?
O cara que criou nunca tinha visto nada parecido antes, parece que nem sabia que a agência tinha a tal conta deste trabalho. O arte-finalista resolveu ir liberar um arquivo no banheiro e o atentimento saiu para uma reunião com o cliente em Moscow...após alguns segundos, surge mais uma pérola disparada de uma voz que até hoje não se sabe de quem foi, só se sabe que foi alguém da criação "Eu não sei de nada...eu só trabalho aqui".

terça-feira, 31 de março de 2009

Câne Láions: Ô Lôôôco meu!!

Hoje em um momento de ócio no meu trabalho, aquelas coisas realmente difíceis em uma agência mais que volta e meia surgem como garoto querendo uma balinha de graça na venda.
Mas isso foi muito bom, porque dando aquela azedada na internet achei esse texto no site do Clube de Criação do Rio de Janeiro, escrito pelo redator Leonardo Luis, falando sobre essa imagem de Cannes para os juvenis da propaganda e descolados em geral que sonham em ganhar o maior prêmio de propaganda do mundo.



Câne Láions

Leonardo Luz - Redator da AW/Rio

Cannes. Cannes. Cannes. Essa pequena palavrinha metida a besta povoa os sonhos de qualquer estagiário de publicidade, ou criativo em início de carreira. E como todo criativo que se preze tem que falar estrangeirismos ao pé da letra, a pronúncia correta é câne. Sem o "esse" do final. Cannes – dizia eu – é a palavra mágica que já nos faz começar a bolar até o discurso de premiação. Tem gente que desdenha, finge que não liga, diz que prêmio é secundário. Até é. Quando não foi você quem ganhou. Ganhar um prêmio em Cannes é, além de uma deliciosa masturbação no ego, uma ótima oportunidade para um desabafo para alguns. É o desabafo pra aquela gostosa que não quis nada com você na faculdade; é a justificativa pra todas as idéias idiotas que você já teve até hoje e, mais do que qualquer coisa, é a prova de que valeu a pena você largar a faculdade de direito no sétimo período e ir fazer publicidade, e ainda tirar uma onda de intelectual e falar que se não fosse essa bagagem cultural toda você hoje não estaria aqui. É até a justificativa praquele aumento que te prometem há quase um ano. No fundo você quer mesmo é convencer sua mãe de que ela não jogou fora os quarenta e dois meses de faculdade que ela pagou pra você e você abandonou. E quando se ganha Cannes, até essa cola.

E quando você ganha Cannes, você transcende a uma casta da sociedade formada somente por iniciados. Um tipo de maçonaria. As pessoas te olham diferente. Não importa se, quando você voltar, vai continuar ganhando a mixaria que ganhava antes, se aquela gostosa vai continuar não querendo nada com você, afinal, ela faz nutriçâo, e pra ela, Cannes deve ser algum tipo de molho pra comer com fois gras, ou se seu pai vai continuar achando você um vagabundo. Nada importa. Você alcançou o céu. Nada pode te deter agora. Daqui há trezentos anos, quando acharem resquícios da um povo antigo que fazia uma coisa estranha chamada propaganda, seu nome vai estar lá. Como um fóssil, eternizado.

Mas não bebe muito na comemoração por que amanhã seu vôo é às sete da manhã por que a agência não vai bem das pernas, sabe como é. E ao invés daquele aumento, você vai é ganhar mais trabalho, afinal, qual cliente não quer ter um sujeito que ganhou Cannes trabalhando na conta dele. E com mais trabalho, agora mesmo que você não vai ter tempo de explicar praquela gostosa que não, Cannes Lions não é uma
raça rara de felinos que vive em alguma ex-colônia francesa encravada na África remota. E chegando em casa depois das três da manhã e acordando ao meio dia pra air trabalhar de novo, seu pai vai ter mais certeza ainda de que você é um vagabundo, e que ainda bem que ele não paga mais suas contas. Mas nada disso importa. Você ganhou Cannes. Você agora já pode dormir o sono dos justos. Mas só quando chegar em casa, por que dormir na poltrona da classe econômica não é tarefa das mais fáceis.

Fonte: http://www.ccrj.com.br/

sábado, 28 de março de 2009

O Discreto Charme da Burguesia: isso é uma Loucura?



Crítica?
Uma fase?
Verdade?

Muitas coisas poderiam ser ditas sobre O Discreto Charme da Burguesia, filme de Luis Buñuel, diretor de cinema espanhol que muito trabalhou com Salvador Dalí, o qual acabou sendo influenciando no seu trabalho criando o cinema surrealista.

O Discreto Charme da Burguesia é o tipo de filme para ser visto procurando uma reflexão o tempo inteiro. Cada coisa que acontece pensamos como isso seria em nossa sociedade atual que sofreu e sofre de uma classe que se julga superior aos outros e com grande hipocrisia acabam cometento atitudes que muitas vezes nem os mais antisociais e sem berço cometeriam.

Diria eu que é uma crítica abafada até os olhos com um cobertor chique, algo que vemos mas ao mesmo tempo a trama nos esconde e mais mostra um retrato da burguesia naquele momento do que realmente faz uma critica funda aos seus costumes, que são podres e demasiadamente pedantes.

A dica é compre caviar, um vinho do porto e se sinta um pouco hipócrita e pedante também assistindo esse filme do mesmo diretor de Um Cão Andaluz.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vicky Cristina Loucuras em Barcelona


Woody Allen.

Só de dizer isso já podemos ir direto ao ponto e falar de um filme que trata de psicologia, amor, paixão e questionar o que é certo e errado em nossas humildes cabeças.
Pois é exatamente isso o que a contece com Vicky Cristina Barcelona, um filme na minha opinião, muito inspirador.

Ter gostado de Mach Point é um bom começo para assistir a filmografia do mestre Woody Allen, mas se você espera que Vicky Cristina Barcelona seja algo parecido, vai estar enganado.
Considerado uma comédia romântica mas na miha opinião é um drama/comédia, Vicky Cristina é um filme que trata de personalidades e de como o que parece ser não é na maioria das vezes.

O velho ditado que meus avós muito me falaram em algumas desilusões amorosas da minha adolecência "Quem desdenha quer comprar" pode resumir Vicky, e o "Quem muito louco parece, nada é " Cristina. Com isso falo pouco, mas espero que você assista o filme que merecia mais que um oscar de atriz coadjuvante para Penélope Cruz.

Javier Barden nada falou sobre o filme na mídia, apesar de mostrar o quão bom ator ele é tendo em seu currículo desde o psicopata de Onde os Fracos Não Tem Vez até um libertino artista plástico em Vicky Cristina Barcelona.

A fotografia do filme lembra muito Mach Point, e a cidade de Bacelona pelas lentes e direção de Woody Allen fazem toda e qualquer paisagem ser linda e valer a pena ser assistida, assim como se torna um cenário perfeito para o romance.

Assista para se confundir, ou para tentar entender um pouco mais sobre o amor.